O mar me chamou e eu atendi
A brisa, enquanto acarinhava minha pele
Fazia meu cabelo dançar
Pisei na areia.
Hum… Tão morninha…
Que massagem gostosa ao caminhar!
Sentei-me. E enquanto meus filhos
Brincavam nas ondas
Contemplei tamanha imensidão
Tamanha força serena!
Seu canto convidou-me a lhe tocar
E logo nos primeiros mergulhos
Senti que dele saiu virtude.
Que fazer, se não me entregar àquele abraço,
Àquele afago carinhoso
Da minha mãezinha querida – Iemanjá?
Do mar saí mais limpa
Mais forte
Mais consciente de mim,
Da minha capacidade de amar.

